domingo, 6 de novembro de 2016

Acorrentado


Eu sei que fiz tudo da maneira certa. Fui fiel aos princípios do meu coração, mas errei quando deixei o sentimento falar mais alto. Essas lágrimas agora não denotam nenhum significado e esses soluços – que ecoam no escuro, madrugada afora – não são capazes de me libertar dessas correntes onde me prendi pra sempre. Fui ingênuo e irracional quando deixei meu coração sair do peito. Eu não desejei que fosse desta maneira, não pensei que isso fosse doer tanto!

Agora já não tenho mais para onde ir. E embora as paredes me protejam do frio, minha mente está à mercê da tempestade. Não há abrigo no mundo que me resguarde. Nem a sua voz, que era meu alento, é capaz de me tirar desse abismo.

Só um pequeno vislumbre de esperança é o que ainda me mantém vivo.

– Diego Dittrich
Janeiro de 2010

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Resista!


Resistir... parece tão fácil quando se escreve! Mas não é fácil colocar em prática. Ninguém nunca disse que seria. É difícil, é cruel, é doloroso. Mas vale a pena resistir, vale a pena suportar o vento forte e a mudança de estação, sem se deixar cair.

Todo mundo sabe que a vida tem seus altos e baixos, tem subidas difíceis, que esgotam as nossas forças e tem aquelas quedas brutas, que nos arrebentam por completo. Mesmo assim, não posso me entregar, afinal, se a vida fosse apenas uma linha reta, sem curvas, sem subidas, sem descidas, ela não me levaria a lugar algum e eu não teria uma história de vitória para contar.

Desistir nunca foi uma opção. Eu resisto, porque sei que quando esse vento forte passar e a estação mudar, eu estarei mais forte e mais confiante. E se esse vento ousar soprar novamente, tentando me derrubar, eu já estarei preparado para enfrentá-lo.

Resista e nunca, nunca desista!


– Diego Dittrich

sábado, 22 de outubro de 2016

Sempre chega a hora


Sempre chega a hora de aceitar aquilo que você não pode evitar.
Sempre chega a hora de tirar o time de campo.
Sempre chega a hora de pegar as suas coisas e partir.

Não é fácil ter que lidar com devaneios que nunca se tornarão realidade. Às vezes, a gente precisa compreender que nem tudo é como a gente sonha. É bonito insistir, se fazer presente, se entregar por inteiro. Mas quando não há mais qualquer resquício de reciprocidade, é hora de seguir em frente. É hora de entender que algumas coisas precisam ser deixadas para trás e que alguns sentimentos precisam ser engavetados.
Por mais que isso possa machucar.

Sempre chega a hora de o coração voltar para o peito.
Sempre chega a hora de voltar pela mesma estrada.
Sempre chega a hora de desistir de tudo o que você planejou.

Diego Dittrich

domingo, 13 de setembro de 2015

Tag: Zombie Movie Playlist


Já faz um tempo que essa tag rola pelos blogs, mas só agora tive conhecimento dela! Então, decidi fazer também, porque achei divertida e aproveito pra atualizar o blog! Hehe...

A brincadeira consiste em colocar seu media player, iPod, celular ou o que for no aleatório e ir respondendo as "perguntas" de acordo com o que for saindo. Qual seria sua playlist no seu filme de zumbis? Eis as minhas respostas:

1. Música-tema global do apocalipse: So Cold - Breaking Benjamin


Não combinou como tema global do apocalipse, sei lá. Gosto dessa música, mas seria melhor se ela tivesse caído em outra hora.

2. Música que toca quando você matar seu primeiro zumbi: Citizen Erased - Muse


Aí sim! Embora a letra não tenha muito a ver, a introdução dela é ótima pra arrebentar a cabeça de um zumbi! hauiahuauhahu

3. Música que toca quando você for perseguido por uma horda: Futurism - Muse


Ótimo. Sem mais. Me imaginei correndo de uma horda faminta de zumbis famintos ao som dessa música.

4. Música que toca quando você tiver que matar alguém amado: Breathing - Lifehouse


Música linda. Acho que combinou.

5. Música que toca quando você encontrar um grupo de sobreviventes: Stairway to The Skies - Within Temptation


Não podia faltar WT! hehe... mas não se encaixou muito aqui, não.

6. Música do momento que você encontra um novo amor: So Long, So Long - Dashboard Confessional


Melodia combina, mas a letra fala de adeus, de ir embora. Não deu também. Essa podia muito bem ser trocada pela 4.

7. Música para seu último confronto com os zumbis: Reapers - Muse


Ok. Essa música tem uma intro bem parecida com AC/DC, é pesada. Ótima pra um confronto final.

8. Música que toca quando você pensa que sobreviveu afinal: Olhos Meus - Sandy


Ah, gente. Amo a Sandy, mas tenho que concordar que uma música dela não tem nada a ver com um filme de zumbis. Mas, se for interpretar a letra, até que deu certo. Refletindo em meio ao apocalipse, achando que sobreviveu, que as coisas vão melhorar...

9. Música que toca quando você descobre que foi mordido: The Great Divide - Breaking Benjamin


Gostei!

10. Música que toca quando começam os créditos finais: Stockholm Syndrome - Muse


Encerrando com chave de ouro. Essa combinou bem com os créditos finais. Hehe...

terça-feira, 9 de junho de 2015

Você me aceita como eu sou...


Passei muito tempo da minha vida me afligindo. Parecia que o mundo inteiro estava contra mim. Eram dedos na minha cara e chutes certeiros nas minhas costas, sem falar nas palavras ásperas que me machucavam profundamente. Não tinha como não notar todos aqueles olhares condenadores e eu me sentia cada dia mais fraco e cada vez mais rumava para o fim. Tudo o que eu queria era colocar um fim nisso tudo.

Mas foi em uma noite qualquer, no silêncio do meu quarto, que vez ou outra era quebrado pelos soluços da solidão que me cercava, que senti o teu abraço me envolver. Eu pude sentir uma segurança real me proteger e todo aquele medo, que habitava meu interior, ser arrancado pela raiz, sem deixar quaisquer vestígios. Foi ali que entendi que não tenho que punir a mim mesmo e que, com Teu amor, eu sou capaz de suportar qualquer coisa. Eu compreendi que você me ama assim e me aceita como eu sou. E, acima de tudo, aprendi que é no Teu abraço que me encontro e é onde revigoro minhas forças.

Já não me importo mais com aqueles olhares condenadores. Não me importo mais com aquelas palavras rudes, que tentam me diminuir como ser humano a todo instante. Não me importo com o que os outros pensam de mim. Não me importo com o que eu tenho que enfrentar. Não me importa mais nada, além do teu amor.

— Diego Dittrich

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Dica de Site: Transforme seus tweets em poesia com o #Poetweet!


Que tal transformar seus tweets em poesia? Agora é possível, graças ao site Poetweet, criado pelo b_arco, um centro cultural contemporâneo de pesquisa, reflexão, troca e criação de arte e cultura. A divertida ferramenta foi criada pelos amigos publicitários André Serante, Vítor Manfredini e Cauique Johnson que trabalham na área de criação de diferentes agências de publicidade. Juntos, eles já criaram outros projetos digitais.

Para usar a ferramenta, é muito simples! Basta acessar o site http://poetweet.com.br/ e digitar seu username ou de qualquer outro usuário do Twitter. Em seguida, escolha um dos formatos de poesia disponíveis entre Soneto, Rondel e Indriso. Poucos instantes depois, a sua poesia é exibida com uma mistura dos seus tweets e você ainda pode compartilhar com seus amigos! Olha a minha (hahaha):


O curioso é que a ferramenta busca palavras que rimam ao final de cada verso, o que deixa muito interessante. Porém, seu poema pode ficar totalmente sem sentido (como o meu), mas isso não perde a graça da coisa toda. Vale conferir e nunca subestime seus talentos! Hehe...

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Boas Festas!


Ontem foi dia de Natal... Natal é sinônimo de reconciliação, de fraternidade, de paz, de união... é a época em que os nossos corações ficam mais brandos e receptivos para os sentimentos bons. De um modo geral, o Natal é sinônimo de muitas coisas boas, que deveriam ser colocadas em prática durante todo o ano. É a celebração do nascimento de Jesus Cristo, que amou a todos sem qualquer distinção, e que deu a sua própria vida em troca da nossa salvação. É a preparação para um novo ano que se aproxima...

Eu não poderia deixar de desejar boas festas a todos os leitores do blog! Desejo, do fundo do meu coração, que 2015 seja um ano repleto de amor, paz e felicidade! Que possamos sonhar e realizar cada vez mais, quebrar barreiras, lutar pelos nossos sonhos. Que o próximo ano seja uma porta aberta de oportunidades, de renovação da esperança e, principalmente, de amor. Para todos nós...

Obrigado a todos que estão sempre por aqui! *-*

Um feliz 2015 a todos!

sábado, 8 de novembro de 2014

DICA DE FILME: 'In Your Eyes', de Brin Hill (2014)


ATUALIZAÇÃO: A Netflix disponibilizou o filme hoje, dia 1° de outubro, em seu catálogo! Quem tiver o serviço, já pode assistí-lo, clicando aqui!

Somente na semana passada, é que tive conhecimento do filme In Your Eyes, escrito e produzido pelo diretor de Thor e de Os Vingadores, Joss Whedon e dirigido por Brin Hill. Trata-se de um romance fora do comum e, certamente muito original, que pode até ser um pouco comparado ao excelente A Casa do Lago, com Sandra Bullock e Keanu Reeves, um dos meus preferidos.

In Your Eyes é classificado por muitos como um "romance sobrenatural", mas é muito mais que isso. O longa conta a história de Rebecca (Zoe Kazan, de Ruby Sparks: A Namorada Perfeita) e Dylan (Michael Stahl-David, de Cloverfield: Monstro), que possuem uma conexão especial desde a infância. Eles podem ver, ouvir e até sentir um ao outro, mesmo estando a quilômetros de distância.

Michael Stahl-David e Zoe Kazan são os protagonistas do romance.

O filme se inicia com os dois protagonista, ainda crianças, tendo seu primeiro contato e logo avança no tempo e nos mostra Rebecca como uma atônita esposa de um famoso e bem-sucedido médico, em New Hampshire, e Dylan como um ex-condenado que busca recomeçar sua vida da maneira correta, morando em um trailer no Novo México. Apesar de nunca terem se encontrado pessoalmente, os dois são capazes de ver, ouvir e até sentir um ao outro. E é a partir desta relação nada comum, que os dois dão início a um romance metafísico, que mais cedo ou mais tarde vai trazer problemas para os dois lados. Algo totalmente alheio ao que estamos acostumados a ver em filmes de romance.

In Your Eyes me conquistou de um jeito como há tempos um filme de romance não o fazia. Desde O Diário de Uma Paixão, pra ser mais exato. É um filme que tem tudo na medida certa. Roteiro, atuações, trama, trilha sonora... tudo está certinho, sem muito exagero e sem deixar a desejar. A química entre os dois protagonistas é incrível e eles conseguem mostrar isso, mesmo não estando próximos um do outro. Destaque para a primeira vez que os dois "se encontram" através do espelho! Tão bonitinho... hahaha... Você torce por eles, você vibra com eles, se emociona junto, sem qualquer garantia de que eles vão se encontrar pessoalmente e isso torna o filme fantástico. Enfim, certamente já está na minha lista de melhores filmes românticos de todos os tempos. Vale a pena dar uma conferida!


O filme, que também conta com Nikki Reed (a Rosalie de Crepúsculo) e Jennifer Grey (de Curtindo a Vida Adoidado e Dirty Dancing) no elenco, estreou em abril deste ano no Festival de Cinema de Tribecca e não tem previsão para chegar aos cinemas. Até porque o produtor optou por testar uma nova forma de distribuição do filme, que é sob demanda (o chamado on demand, já conhecido por muitos), através do Vimeo. Você pode assistir ao longa por um valor simbólico de US$ 5 (isso mesmo, só CINCO DÓLARES!), através deste link. E possui legendas em português!

Confira o trailer (em inglês) abaixo:

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Você sabe qual a importância de um abraço? [VÍDEO EMOCIONANTE]


Navegando pelo YouTube, acabei encontrando o canal do youtuber Danilo Vieira, o DVCHumor. Ele costuma fazer muitas pegadinhas engraçadas, mas também as usa para, digamos assim, espalhar o bem. Em seu canal, ele as chama de Pegadinhas Humanitárias e, geralmente, envolve as pessoas mais simples, como moradores de rua.

Entre todas as pegadinhas, a que mais me chamou a atenção (e que realmente fez meus olhos encherem de lágrimas, além de criar um nó sufocante na garganta), foi "A Importância de um Abraço". No vídeo, ele caminha pelo centro de São Paulo, abordando várias pessoas para pedir apenas um abraço. Pelo menos na edição, nenhuma das pessoas o atende. Ou dizem estar com pressa, ou dizem um "não" sonoro ou simplesmente o ignoram. Para mostrar o contraste entre aquelas pessoas que se preocupam apenas com suas vidas e o seu tempo precioso e aquelas que, muitas vezes, não têm uma família ou apenas alguém que possa lhe dar um simples abraço, ele termina o vídeo pedindo abraços para alguns moradores de rua. A reação deles é emocionante, especialmente a do último.

Apenas assista e se emocione também!



"Não abra apenas os braços num abraço, abra o seu coração e entenderás o significado. A gente só descobre a importância de um abraço, quando precisa de um..."

É um vídeo que merece - e muito - ser compartilhado!

domingo, 14 de setembro de 2014

O Que Mais Importa Pra Mim


Certa vez, me perguntaram o que mais me importava na vida. Para minha surpresa, eu não soube o que dizer. Nem uma bendita palavra foi capaz de sair da minha boca. Nada. Aquilo me fez pensar em como estou levando a minha vida. Será que estou vivendo aquilo que um dia eu sonhei pra mim? Será que estou no caminho certo? Tenho tudo o que preciso e que sempre busquei? Foram tantas coisas bagunçando meus pensamentos, que eu já nem sabia separar o devaneio da minha realidade. É tanta coisa tomando meu tempo no dia a dia que, às vezes, esqueço daquilo que eu deveria me lembrar todos os dias...

Quando me sinto perdido, é você que está lá pra me mostrar o caminho certo a seguir. Todas as manhãs, quando eu abro os meus olhos, é o seu rosto que vejo em primeiro lugar. Quando tenho medo, é o teu abraço que me traz a segurança que eu preciso. E todos os dias, quando chego em casa depois de um longo e estressante dia de trabalho, são seus olhos que me acalmam e me trazem a sensação de paz e descanso real. Seu carinho, sua atenção, seu amor... você...

Agora já sei. Quando alguém me perguntar o que mais me importa na vida, eu vou saber exatamente o que dizer...

— Diego Dittrich