Como Um Pássaro...


E como um pássaro que se desprendeu do ninho, lá estava eu. Caído no chão, sem forças para alçar um novo voo. Alguma coisa - ou alguém - arrancou minhas asas. O fôlego que me mantém vivo se enfraquece a cada fração de segundo. Estou ferido e quase inconsciente. Perdi todas as razões para lutar contra essa fraqueza. E, como resultado da morte do sentimento mais nobre que eu carregava no peito, desacreditei de tudo, até de mim mesmo, sobretudo nisso que chamam de amor. Não me cabe outra alternativa a não ser esperar. Só me resta esperar, só. Esperarei até que eu possa alçar um grande voo novamente. Dessa vez com minhas próprias asas.

Diego Dittrich

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