Ela...


Ela era um entardecer de primavera
misturado à aurora do amanhecer
e ao calor de uma tarde de verão

Sua voz, o bater das asas de um colibri
e seu hálito o frescor do orvalho da manhã
que me arrebatavam para outra dimensão

Seus cabelos leves como uma pluma
e tão macios quanto a grama fresca
e o deitar nela sob o sol de outono

Ela era a inspiração dos meus devaneios
e a parte mais linda do meu despertar
envolvida em uma doce canção de ninar

Ela foi pra mim o que eu chamo de amor
ela dominou meu coração como uma intrusa
e lá permaneceu guardada como uma joia rara

Hoje, tão distante, ainda sonho com seu sorriso
Sinto suas mãos passear pelo meu corpo
como o vento que toca as folhas de leve

Eu vou sempre sentir a sua falta...

Diego Dittrich

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