Relento


Enquanto a noite passa,
as memórias não perdidas
enfastiam o intelecto
que jaz dentro do silêncio
de alguém que tanto errou...
Amanhece o dia sem saber
por onde andou a minha alma...
Refletindo dentre as sombras
do que outrora era cintilante...
É dura a estadia no peito
de uma dor que não cessa
certeiro no âmago do meu ser...
O doce amargo na garganta
se embaraça com o tom da voz...
Meus olhos ainda perseguem
os vãos deste aposento
na tentativa frustrante
de me arrebatar do relento...

Diego Dittrich

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