Algo que nunca vou compreender


Não sei como explicar o que carrego no peito. Há momentos em que este sentimento me acalenta. De repente, ele me destrói sem nenhum escrúpulo. Mas, de um modo geral, me faz bem. É a vontade quase inconsequente de gritar ao mundo misturado ao desejo de me trancar num quarto escuro e fugir de tudo. De uma forma ou de outra, é esse sentimento que me faz encontrar a paz.

É quando estou nos seus braços que sinto todo o medo se afastar de mim. E, na sua ausência, o desespero me assola. É quando me falta o ar e fogem as palavras que entendo o seu significado. É quando posso chorar no seu colo que entendo o que significa para mim. É, no entanto, quando estou longe da sua presença que percebo o seu valor e importância.

Se eu pudesse revelar todos as sensações boas que me faz sentir, seria como descrever o alvorecer de um lindo dia de primavera, em todos os seus minuciosos detalhes. Por outro lado, descrever o ápice da loucura que ele me causa na carência, seria como relatar a mais profunda melancolia de algo valioso que foge das minhas mãos e deixa meu coração flutuando no vazio.

Não vou me libertar deste sentimento. Nem sei como afastar a dor de saber que ele pode não existir. É algo que nunca vou compreender. Então me entrego, sem condições, à tudo o que ele me inspira. Num futuro, não muito distante, ele há de me honrar. Sim, eu sei que vai...

Diego A. Dittrich (em 18.06.2011)

Comentários

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

RESENHA DE FILME: Um Amor Para Recordar (A Walk To Remember) - 2002

Dançando na Chuva

Sempre chega a hora